O primeiro exemplar da chamada “alta literatura” que li foi O Nome da Rosa. Eu devia ter uns dezesseis anos e fôlego restrito a enredos policiais (me interessei pela obra de Umberto Eco porque era uma história de detetive). É possível que só tenha ido dali para textos de outros gêneros, registros e densidades porque resisti — por estoicismo, orgulho ou vaidade, não importa — ao cabedal de citações em latim e alusões históricas, religiosas e filosóficas sobre as quais não tinha a menor ideia. →
Michel Laub sobre os livros difíceis.